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FORÇA CHAPE
 Publicada em 03/12/2016
 
 

 Texto por Felipe Sandrin

Quando um avião cai a gente cai junto. Um avião transporta mais do que vidas, transporta sonhos. É o pai que está indo reencontrar os filhos, é a mãe que está indo buscar o sustento de sua família, são pilotos que planejam estar em casa ao jantar e a aeromoça que leva na bagagem o perfume favorito do namorado, o presente do irmão ou o sorriso no rosto dos pais.

Quando cai um avião a gente cai junto, pois quantos de nós viram os sonhos começar dentro de um avião? A viagem tão esperada, a assinatura de um contrato, o encontro com alguém que tanto sonhamos estar junto.

Aviões partem rumo a sonhos, e era isso que cabia também neste trágico voo que quase chegou a seu destino. Jogadores que representavam o sonho do menino que quer ser jogador, jogadores que representavam seus familiares, seus torcedores, os pilotos que lutaram tanto para conquistar as suas horas de voos e ocupar o posto que ocupavam, comissários que realizam sonhos de criar asas, enfim, sonhos e mais sonhos.

Quando um avião cai todos nós caímos juntos. Morrem sonhos, morrem encontros que não vão mais ocorrer, nascem saudades que não vão ser vencidas e que dali por diante vão apenas crescer e se tornar um buraco junto a quem nunca chegou.

Quando um avião cai a dor é compartilhada, pois todos nós somos torcedores, torcemos pelo nosso último pouso do dia, torcemos pela nossa família que iremos encontrar ao chegar em casa, torcemos para quem amamos, torcemos para logo poder dar o abraço, torcemos, pois ninguém sonha sozinho.

Hoje esse humilde time de Santa Catarina tem a maior torcida do mundo, pois quando sonhos despencam do céu a solidariedade é a única camisa que todos vestem, pois essa é a única camisa que nesse momento nos conforta.

 

 

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